Encontrei sua outra carta. Amor, como sinto a sua falta. Passei meses, sem nenhum vestígio teu. Não olhava para as suas roupas esquecidas em meu armário, nem as minhas roupas que você me deu.
Tive uma festa. Precisei usar uma roupa mais "elegante". Foi então que vi, aquele paletó que você me deu no Natal em que ia passar com sua família. E dentro dele estava, no bolso interno que eu tanto gostava... sua carta.
"Philadelphia, 16 de julho de 2010
Quem foi que disse que eu me fui para sempre? Cá estou, bem perto de ti. Amando-te, mas não podendo tê-lo. Espero que um dia eu possa me explicar. No entando, só podemos nos comunicar através de cartas. Eu leio as que você me manda, e as guardo em meu peito.
Nosso passado fora lindo; não me esquecerei dele nunca, por mais forte que o tempo seja. Mas quero que você saiba que estou bem. Que nunca vou abandonar você. Quando o tempo passar, ficaremos juntos outra vez. Eu amo você.
De sua amada, a mera 'remetente'."
Isso não foi um adeus, então. Meu amor, estarei te esperando. Publicarei, a seguir, uma carta que escrevi no desespero de sua ausência. Descobrirá que ela não se realizou. E com a notícia de sua existência, não se realizará.
D.B.S.
sábado, 21 de agosto de 2010
domingo, 1 de agosto de 2010
Sinopse
Segue a sinopse de uma inspiração própria para o que teria conteúdo para um livro. Ainda não saiu da sinopse.
"De repente, tudo ficou escuro.
Então, no mesmo de repente, abri os olhos. Estava deitado no chão da minha cozinha. Levantei-me. Não fazia ideia de como havia chegado ali. Minha garganta doía um pouco, exatamente em uma linha horizontal que ia do lado direito ao esquerdo. Virei-me para a janela, e foi quando eu vi. Quando eu me vi. Deitado no chão, os olhos azuis vazios, encarando o nada, e minha cabeça rodeada de uma enorme poça de sangue que vazara de minha garganta (que, de fato, combinava com a decoração vermelho dos móveis, mas isso não importa). No mesmo lugar onde me doía.
Tentei me sacudir, mas minhas mãos simplesmente atravessaram o meu corpo. Tentei mergulhar de volta a ele, mas simplesmente dei de cara no chão.
Jazia junto a mim, na minha mão, minha faca de cortar carne, suja de sangue até a metade do seu cabo branco. Estava segurando-a de um jeito diferente do meu peculiar modo de segurar qualquer tipo de coisa. A janela estava aberta, o que era estranho para um dia tão frio no Rio de Janeiro. Cheguei até o parapeito, e havia apenas escuridão abaixo do oitavo andar.
Por quê? O que acontecera? Não me lembrava de jeito nenhum. Até onde eu conseguia saber, nunca pensara em me matar. Não, não fora suicídio. Mas por que alguém me mataria? Quem? Já não bastava as perguntas me assolarem durante meus 28 anos de vida, me assolavam nos meus vinte e oito segundos de morte."
"De repente, tudo ficou escuro.
Então, no mesmo de repente, abri os olhos. Estava deitado no chão da minha cozinha. Levantei-me. Não fazia ideia de como havia chegado ali. Minha garganta doía um pouco, exatamente em uma linha horizontal que ia do lado direito ao esquerdo. Virei-me para a janela, e foi quando eu vi. Quando eu me vi. Deitado no chão, os olhos azuis vazios, encarando o nada, e minha cabeça rodeada de uma enorme poça de sangue que vazara de minha garganta (que, de fato, combinava com a decoração vermelho dos móveis, mas isso não importa). No mesmo lugar onde me doía.
Tentei me sacudir, mas minhas mãos simplesmente atravessaram o meu corpo. Tentei mergulhar de volta a ele, mas simplesmente dei de cara no chão.
Jazia junto a mim, na minha mão, minha faca de cortar carne, suja de sangue até a metade do seu cabo branco. Estava segurando-a de um jeito diferente do meu peculiar modo de segurar qualquer tipo de coisa. A janela estava aberta, o que era estranho para um dia tão frio no Rio de Janeiro. Cheguei até o parapeito, e havia apenas escuridão abaixo do oitavo andar.
Por quê? O que acontecera? Não me lembrava de jeito nenhum. Até onde eu conseguia saber, nunca pensara em me matar. Não, não fora suicídio. Mas por que alguém me mataria? Quem? Já não bastava as perguntas me assolarem durante meus 28 anos de vida, me assolavam nos meus vinte e oito segundos de morte."
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