sábado, 21 de agosto de 2010

Carta seguinte

Encontrei sua outra carta. Amor, como sinto a sua falta. Passei meses, sem nenhum vestígio teu. Não olhava para as suas roupas esquecidas em meu armário, nem as minhas roupas que você me deu.
Tive uma festa. Precisei usar uma roupa mais "elegante". Foi então que vi, aquele paletó que você me deu no Natal em que ia passar com sua família. E dentro dele estava, no bolso interno que eu tanto gostava... sua carta.

"Philadelphia, 16 de julho de 2010
Quem foi que disse que eu me fui para sempre? Cá estou, bem perto de ti. Amando-te, mas não podendo tê-lo. Espero que um dia eu possa me explicar. No entando, só podemos nos comunicar através de cartas. Eu leio as que você me manda, e as guardo em meu peito.
Nosso passado fora lindo; não me esquecerei dele nunca, por mais forte que o tempo seja. Mas quero que você saiba que estou bem. Que nunca vou abandonar você. Quando o tempo passar, ficaremos juntos outra vez. Eu amo você.

De sua amada, a mera 'remetente'."

Isso não foi um adeus, então. Meu amor, estarei te esperando. Publicarei, a seguir, uma carta que escrevi no desespero de sua ausência. Descobrirá que ela não se realizou. E com a notícia de sua existência, não se realizará.

D.B.S.

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