domingo, 1 de agosto de 2010

Sinopse

Segue a sinopse de uma inspiração própria para o que teria conteúdo para um livro. Ainda não saiu da sinopse.

"De repente, tudo ficou escuro.
Então, no mesmo de repente, abri os olhos. Estava deitado no chão da minha cozinha. Levantei-me. Não fazia ideia de como havia chegado ali. Minha garganta doía um pouco, exatamente em uma linha horizontal que ia do lado direito ao esquerdo. Virei-me para a janela, e foi quando eu vi. Quando eu me vi. Deitado no chão, os olhos azuis vazios, encarando o nada, e minha cabeça rodeada de uma enorme poça de sangue que vazara de minha garganta (que, de fato, combinava com a decoração vermelho dos móveis, mas isso não importa). No mesmo lugar onde me doía.
Tentei me sacudir, mas minhas mãos simplesmente atravessaram o meu corpo. Tentei mergulhar de volta a ele, mas simplesmente dei de cara no chão.
Jazia junto a mim, na minha mão, minha faca de cortar carne, suja de sangue até a metade do seu cabo branco. Estava segurando-a de um jeito diferente do meu peculiar modo de segurar qualquer tipo de coisa. A janela estava aberta, o que era estranho para um dia tão frio no Rio de Janeiro. Cheguei até o parapeito, e havia apenas escuridão abaixo do oitavo andar.
Por quê? O que acontecera? Não me lembrava de jeito nenhum. Até onde eu conseguia saber, nunca pensara em me matar. Não, não fora suicídio. Mas por que alguém me mataria? Quem? Já não bastava as perguntas me assolarem durante meus 28 anos de vida, me assolavam nos meus vinte e oito segundos de morte."

3 comentários:

  1. "Senti que precisava de um cigarro. Nunca, em minha curta existência eu havia fumado sequer um cigarro. Deixei meu corpo aparentemente morto a procura de um cigarro aceso que pudesse me satisfazer. Onde encontraria?
    Percebi que em meus 28 anos, jamais havia amado uma mulher como desejava, assim como jamais havia sido amado como merecia. Lembrei das minhas não viagens e de todas as minhas não experiências. Então chorei.
    Sem cigarros e sem vida, chorei calado. Não pela minha falta de vida em morte, mas pela minha falta de morte em vida. (...)" RG

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  2. Continuo dizento que você é simplesmente FODA!

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